Romance LGBT não é um gênero literário...

@livrosepaixoes_
Quando lancei Tulipas de Belgrado, ouvi algumas pessoas dizendo que não liam "aquele tipo de livro".

Até hoje, penso muito sobre isso, porque eu tinha lançado Um encontro em Paris há pouco tempo e não lembrava de ter recebido nenhum comentário parecido, sendo que os livros são bem semelhantes: falam sobre jovens se descobrindo ao saírem do próprio país.

O comentário que mais mexeu comigo foi de uma pessoa dizendo que não apoiaria aquele lançamento por ser cristã. Bem... eu também sou.

A literatura é feita também de preferências. Eu por exemplo não sou a maior fã de enemies to lovers, mas não deixo de ler livros com essa trope se o contexto geral me interessar.

Parece que histórias com personagens LGBTQIA+ muitas vezes deixam de ser vistas apenas como histórias humanas, e isso sempre me soa estranho. Porque, enquanto escrevia, eu não estava pensando em “um livro LGBT”. Eu estava escrevendo sobre amor, distância, medo, pertencimento, saudade, descoberta. Sobre duas pessoas tentando existir no mundo e encontrar conforto uma na outra.

Você não precisa se identificar completamente com um personagem para que uma história te cative... inclusive, sair da zona de conforto pode ser surpreendente!

O que você pensa sobre isso? 📖🤍


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