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| @livrosepaixoes_ |
Nem uma gota de ficção. Uma verdade nua e crua de verdade. Que dor é ler a realidade. Que dor é aceitar a realidade.
Você deve conhecer Elizabeth Gilbert por seu famoso Comer, rezar, amar. Eu conhecia só de nome. Nunca li nem assisti. Mas recebi a recomendação desse livro no dia das mulheres do meu trabalho e, ao ver que era uma história triste e real (as minhas preferidas), fui correndo comprar.
Em Todo o caminho até o rio, Elizabeth conta a jornada que passou ao lado de Rayya, sua cabeleireira, amiga, seu amor.
A jornada de duas mulheres viciadas. Uma em amor, a outra em drogas. Uma delas com o diagnóstico de um câncer terminal.
É difícil expressar o que esse livro representa, é preciso ler para entender. Mas eu diria que ele faz parte de um processo de cura.
Doeu. Me identifiquei com alguns sentimentos. Fiquei resistente e ressentida com palavras tão verdadeiras e muitas vezes cruéis. Mas aprendi tanto.
Obrigada, Liz, por este livro. Por colocar no mundo a sua história e suas vulnerabilidades. É bom saber que não estamos sozinhas.
Recomendo para quem gosta de biografias e histórias tristes e reais, mas aviso: pode conter gatilhos relacionados ao luto, vício, abuso de substâncias, violência e dependência emocional.
Foi uma experiência muito louca conhecer as fases de vida da autora e de Rayya, uma imigrante síria totalmente autêntica (até para morrer) e ter a certeza de que nunca sabemos o que se passa dentro do outro. 🥺❤️🩹📖

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