Mulher em queda - Colleen Hoover

@livrosepaixoes_
🪑 Senta, que lá vem textão sobre Mulher em queda!

Em primeiro lugar, eu vi tanta, tanta gente falando mal desse livro, que fui sem nenhuma expectativa. Sequer li a sinopse e não sabia o que esperar, só tinha visto falarem que era algo na vibe de Verity. Decidi ler porque foi escolhido no clube do livro das minhas colegas de trabalho e também porque adoro conhecer as façanhas da CoHo.

Eu tenho tanto a dizer sobre esse livro... vamos lá, vou tentar organizar tudo que estou pensando ao finalizar a leitura:

Eu comecei adorando e me perguntando como ele seria um livro tão odiado. Talvez por também ser escritora, compreendi muito Petra, a protagonista, sobre as suas inseguranças e desafios de escrita. Destaquei vários trechos sobre isso e foi minha parte preferida do livro: refletir sobre inspiração x vivência, cultura do cancelamento (e do ódio), e sobre a falta de empatia com autores. Sou uma mera escritora independente hahaha mas me coloco no lugar de quem atinge a fama e acho que a CoHo colocou muitos sentimentos reais ali, senti como se fosse um verdadeiro desabafo. 

Apesar de ela ter deixado uma nota dizendo que a história não é sobre ela, as vivências estão nitidamente ali e merecem compreensão. Em uma época em que a internet parece terra sem lei, é muito triste ver pessoas sendo atacadas quando nem mesmo sabem toda a verdade por trás do que é divulgado. Aqui não estou falando especificamente sobre a Colleen, mas achei que o livro trouxe essa reflexão de forma muito real. Problematizar, refletir, argumentar, aprender e ensinar é uma coisa, atacar e disseminar ódio é outra completamente diferente. Achei a abordagem e a temática muito justas pra época em que vivemos.

Agora um ponto importante, que foi o que eu não gostei: o romance. Eu nunca li um dark romance, não faz o meu estilo, e esse livro me pareceu se aproximar desse gênero, apresentando questões polêmicas sobre poder x violência que eu não gosto e não consigo romantizar. Isso realmente me incomodou e foi o que me fez tirar estrelinhas do livro.

Mas no geral, ele me surpreendeu positivamente. A escrita da CoHo continua me fisgando muito. Continuo adorando os plots dela. Continuo a admirando como autora. E isso não impede que eu não goste de algumas obras e atitudes dela. Mas reconheço o seu destaque e acho o sucesso merecido.

Agora vamos à história: Petra reserva um chalé isolado para conseguir escrever depois de ser apedrejada pela adaptação de um de seus livros. Ela depende do dinheiro de suas publicações, e vê aquele isolamento como uma forma de enfrentar o bloqueio criativo. 

Assim que chega lá, no entanto, um policial aparece investigando um crime que teria acontecido naquela rua. Acontece que... o personagem do livro que Petra está escrevendo também é um policial, e eles meio que começam a encenar os protagonistas da história de Petra, que envolve traições e cenas de violência (que é a parte que eu não gosto), o que faz com que a autora finalmente consiga fluir na sua escrita. 

Não vou contar mais do desenrolar por aqui porque envolvem muitas reviravoltas e não quero estragar a experiência de quem ainda vai ler, mas...

Resumindo: tem problemas? Sim, vários. Poderia falar sobre inúmeros pontos que não me convenceram no livro. Mas também precisava falar sobre como ele é um desabafo muito triste de quem sofre diariamente com a falta de empatia que está tão presente na internet.

Ufa... falei!

E por aí, vocês têm lido Colleen Hoover? Eu poderia falar sobre os livros e os feitos dela por horas!

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